A carta que jurei a mim própria nunca te entregar, H. F. C. Coelho
Nem sei por onde começar, não sei descrever toda a cumplicidade que esteve presente durante todo o tempo da nossa amizade. Sei o que a fez desaparecer, e tu tambem. Por um erro. Por um simples erro, nunca fui capaz de te responder as mensagens que mandaste, nunca fui capaz de te dizer mais uma palavra que fosse. Nunca pensei que tudo acabasse assim, que tudo desaparecesse com medos meus e desgosto de perder o meu melhor amigo da forma como perdi. Só te quero dizer aqui, tudo o que nunca serei capaz de te dizer como se te olhasse nos olhos numa conversa banal enquanto viamos filmes em tua casa, enquanto estávamos na rua, enquanto estavamos no café com o pessoal da rua, enquanto falavamos dos problemas e alegrias que tinhamos.
Quero simplesmente dizer-te que sinto, e sinto muito a tua falta, e sinto a desde o momento em que nunca mais tive alguem para chamar de irmão como sempre tive. Alguem com quem pudesse ir ter, sempre que tinha problemas, alguem com quem tomava o café mais hilariante enquanto metiamos moedas em maquinas de peluches para ver se conseguiamos o que queriamos. Sinto a falta de alguem como tu, alguem para o qual não tenho segredos, tal e qual como eramos. Sinto falta de todos os momentos, de todos os gestos, de todos os bons dias, de todos os sentimentos que partilhavamos cada vez que estava junto a ti. Tenho saudades de dizer, “adoro-te irmão @” as 5h da manhã durante as noites de verão. De partilhar as lagrimas de quando o neigas partiu, de sorrir ao ver-te a tocar viola para gozar com tudo o que nos aparecia à frente. Ainda me lembro do proprio dia do meu aniversário, em que tu e o managem chegaram quase uma hora atrasados e eu tanto vos “dei na cabeça” quando no fundo me deram a melhor prenda de sempre.
Sinto desgosto por não poder matar essas saudades com o abraço que te dava sempre que ia ter contigo. Sempre quis que te mantivesses presente para me abrires os olhos daquela maneira radical como sempre fizeste, sinto saudade e choro por isso, por não poder estar todos os dias debaixo do teu ombro como sempre estive, como se fosse aquilo que mais protegias. Não sei quando chegará o dia em que vou ganhar coragem para voltar a conseguir soltar alguma palavra para ti, de te perguntar “como estás?” ou simplesmente dizer-te “tenho saudades tuas, meu irmão”.
Mas acredita, o meu maior desejo era ter coragem para te dizer isso o mais rapido possivel, nem que fosse esta noite.Não queria que nada disto acontece, e podes crer que percebi o misero significado da expressão “deixar-se levar”. A cada dia que passava, só pedia ,a quem já dizia não acreditar, que te trouxesse, e que me trouxesse coragem para que nada do que se passou, alguma vez acontecesse. Como um Reset, voltar ao inicio e não deixar que nada estragasse o que tornamos perfeito, o que nos dava razões para te chamar de melhor amigo, a nossa bela amizade.
E se perguntasses, diria-te que não tenho esperanças que um dia a nossa amizade volte sequer a um terço de o que tinhamos tido desde sempre. Gostava de poder dizer que estou a mentir ao pensar desta forma, mas não estou, não sou capaz de nos ver de novo como sempre fomos.
“recordo esses momentos, na ansia de olhar mais uma vez às mãos que sempre me agarraram e me ajudaram a escolher os melhores caminhos, que me mostraram o mundo tal como ele é. Que me ajudaram a dar os meus primeiros passos, sem moletas, apenas pelos meus proprios pés.” Apenas que quero dizer mais uma vez, as 4 palavras mais dificeis de dizer a alguem.
Desculpa, Obrigado por tudo, Amo-te, Irmão.
21-11-08, 02:41h
segunda-feira, abril 13, 2009
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