quinta-feira, outubro 25, 2007

dias e dias que acabam mal.

Bem, para comecar, queria dizer que hoje me senti uma perfeita idiota.


A razão e' algo vulgar, mas que me fectou imenso.

Hoje no final de Fisica-Quimica, pedi um minuto a stora, e contei lhe então o que queria seguir futuramente e perguntei-lhe qual o melhor instituto para me formar.

Assim que disse :" estive a pensar em tirar engenharia quimica e ir para..." a stora completou, "...esta's a pensar em ir para o deesemprego?".


Eu fiquei estupefacta nesse momento, nem sabia o que dizer. O facto e' que o meu pensamento ficou por ali e apenas me dizia: " ela deve te considerar uma perfeita anormal por escolheres um caminho como esse". Senti me mesmo desvalorizada (não sei se e' o termo mais correcto para definir o que senti, mas foi algo parecido).

E como pessoa educada que tento ser, respondi: "oh,.. mas stora, talvez depois consiga algum trabalho laboratorial se me esforçar!" e ela fez cara de quem me tentava dizer: "não deves fazer ideia no que te esta's a meter..."


Situações como esta deixam me as vezes a pensar que não passo de uma parva em estar a "perder" tempo com a educação e ensino...Ter educação e andar a tentar obter alguma coisa dos dias que passo com o rabo enfiado numa cadeira a olhar para uma duzia de exercicios, segundo a stora de quimica, vai me levar ao desemprego...


Motivante, não?

Ha' momentos em que o que quero dizer fica mesmo por dizer, não passa mesmo de um pensamento, não ei se por falta de coragem ou o que seja...
Afinal, onde e que vou conseguir chegar? Adoro saber que me tomam por uma fraca que nunca passara' de alguem que não consegue resolver raciocinios de "notu proprio", que se troca toda so' para tentar sequir um raciocinio que ao fim de 5 minutos encontram melhor, com muita sorte com bloqueios assim, talvez acabe a trabalhar num restaurante de fast-food, a contribuir para o aumento da taxa de obesidade em portugal.


(indignada) Ainda hoje no teste de português, o tema de desnvovimento de escrita era a construçao de uma cro'nica, e eu senti me mesmo lixada por não saber o que escrever, ate' que demorei um quarto de hora a decidir o que haveria de debater.


Bloqueios de imaginação, talvez seja falta de imaginação pela simples falta de motivação.

"You're staring at the sun
You're standing in the sea
Your mouth is open wide
You're trying hard to breathe
The water's at your neck

Your body's over me"


tv on the radio - staring at the sun



Ultrapassem-me a vontade.
E' isso que quero, não ser mais que outra pessoa!
desculpem falar de uma situação concreta, mas calhou.

Ao contrario de todas as ideias que possa demosntrar aqui, so quis desenvolver este texto, para mostrar como as vezes todos os que te rodeiam são capazes de te cortar sonhos e pensamentos pela raiz.

domingo, outubro 21, 2007

"entendam aquilo como quiserem"



Comecou por exprimentar.


Para ver se aquilo a levava a algum sitio onde ela se sentisse melhor.

Quanto mais vezes consumia, mais esperava que aquilo durasse mais e mais, esperava que aquela imagem do paraiso nunca mais se apagasse.

Mas ao contrario do que ela esperava, tudo o que ela queria, ia desaparecendo. Tanto no lado do paraiso como o lado realista. cada vez mais deixava de ver a claridade e a pureza e passava a ver a escuridão e solidão no seu pensamento.

Todos a viam sozinha a dormir no lado em que preferia estar.


Espe'cie de tranze.



Era o que aquilo provocava, com um pouco de prazer. Ela tambem nem se queixava. Dizia-se feliz no seu mundo, sem guerra, movimento e assassinato. nao se dizia ninguem, insignificante. Tudo aquilo a levava para sitios, quais nunca tinha vivenciado melhor.

Sentia se feliz, por miseros 55minutos. So' o seu cheiro a fazia sentir rainha sem croa.
quando o efeito passava, ia a um wc proximo do beco onde se sentava, passava a cara pela agua e ia pelo seu caminho fora.

Sempre com aquilo na cabeça. tudo o que fazia era a pensar em poder chegar mais uma vez aquele mundo. cada vez aquilo durava menos, e menos.. e a infelicidade chegou. nem o dinheiro que ela ganhava chegava para ela comprar uma felicidade como aquela,quanto mais ela a comprava menos durava. cada vez mais ela tentava comprar. mas o "efeito bazava logo".

viu se mais uma vez sozinha naquele beco. a pensar se ja tinha percebido o que era realmente o paraiso onde ela se sentia bem.
Nunca chegou a perceber,
o que e' verdade, e que "aquilo" era visto como um escape para ela. o sitio perfeito. reuniao de tudo o que era ideal para ela. tudo o que dizia precisar.


"mas o mundo escapou-lhe por entre os dedos. aquilo deixou de ser o que era."


deixou de ser o sitio ideal para sair de um bloqueio de mente de onde sempre acordava.




Ainda hoje sonha em adormecer mais uma vez.


"cause coke was a thing that once she first tried
was once a blue moon to once a blue sky
now she's wondering who else wants to go by
she don got no money n wants to get high
story sounds familular.."
Damian marley - Pimpass paradise

sábado, outubro 20, 2007

talvez..

Talvez, não nos tenham feito todos iguais...

talvez, seja por isso que tempos as vezes temos de fazer um esforço para nos adaptarmos e para convivermos.

talvez, seja por isso que as vezes sorriu ou choro.

porque nem sempre e' facil partir de no's a intenção de estar bem com tudo o que nos rodeia, mas o facto e que todos tentamos procurar um equilibrio/ conforto com quem nos damos.

mas nem sempre essas pessoas A, B e C não querem fazer um esforco, e por isso o EU fique sozinho. e va para o quarto a pensar que não se consegue nunca agradar a tudo e todos. mas penso então que se as coisas têm que ser assim, assim serão! e que não ha volta a dar.


ha que ser feliz de algum modo.








se calhar.


As vezes se calhar o melhor e' fecharmo-nos num quarto para pensar.


Este tipo de filosofias deprimem-me. so nos mostram que as vezes não somos capazes de lutar com o que se encontra fora das nossas individualidades.

Não digo que nunca o fiz, porque nem eu sou suficientemente forte para encontrar um motivo para encarar os meus problemas da forma mais positiva. Nem sempre e' facil. As vezes, por mais que tentemos guardar tudo de bom que encontramos e construimos ao longo de uma vida e' dificil, porque nem tudo e' "um mar de rosas"... mas, ha sempre uma maneira de passar por tudo com um sorriso e depois ter um momentinho para vir escrever aqui tudo o que me acontece de maneira incognita, não que este espacinho que criei seja um canto para chorar ou apenas contar todas as porcarias e tramoias que nos acontecem.

Mas elas existem. e o que e' certo e' que, por mais amigos que tenha, nem as vezes me sinto a vontade para falar do que me vai pela cabeça. ( não tomem isto como uma ofensa, porque adoro os meus amigos, mas por vezes e' certo que isto me acontece.)

Porque cada vez mais os amigos sao coisa de momento. "aqueles" que se conhecem num bar, cafe', ou ate' por outro amigo. Poucos são os que sempre sabem dar o primeiro passo e apenas ligar para nos perguntar como estamos e saber de no's. As vezes so' gostava de ter todos por perto, de estar bem com todos como quando tinhamos "idade de putos" em que tudo não passavam de brincadeiras, paixonetas e amizade bem profunda. e nao, nao tou a por uma duzia de adjectivos no meio das frases so' para dar um aspecto bonito ao texto.


As coisas eram mesmo assim.

prometo tentar não escrever mais acerca de coisas tristes. porque afinal de contas a vida e' o melhor que temos.